domingo, 26 de dezembro de 2010

Bendito espectáculo!





Aqui estão algumas das prometidas imagens do espectáculo de hoje no salão do CIRV, sendo visível numa delas o muito público presente.

Bendito sucesso!



Avelino Porto certamente ficaria muito satisfeito se pudesse ter estado hoje no salão do Centro de Instrução e Recreio Vilarmourense, a celebrar os seus 75 anos. A representação da sua Bendita Queimadela foi um verdadeiro sucesso e o público correspondeu com uma enchente como há muito não se via no Teatro em Vilar de Mouros. Por este êxito, merecem o maior aplauso o encenador Fernando Borlido e os actores Augusta Caldas (brilhante no papel de Apolinária), Alberto Porto, Amélia Barros, Rui Barrocas, Débora Vilarinho, César Barros, Maria do Carmo Pereira, Gabriel Barros, Magda Barros e Clara Bento. De igual modo, são de louvar todos aqueles que contribuíram nos bastidores para que esta peça fosse possível: Basílio Barrocas, Carlos Pedro Barrocas e João Arieira na música; Carlos da Torre, no cartaz-folheto; o GEPPAV na pesquisa e no apoio; a Direcção do CIRV, com destaque para o seu Presidente Mário Ranhada, António Fiúza, José Maria Barros e José Pereira, em toda a logística. De salientar ainda o acompanhamento da comunicação social: do jornal Caminh@2000, sempre perto dos acontecimentos do concelho, e do Porto Canal, esta sim uma rara presença televisiva que se saúda. Publicamos agora imagens do elenco reunido no palco no final do ensaio geral de manhã e da festa que se seguiu ao espectáculo, no decorrer da qual Fernando Borlido foi merecidamente objecto do agradecimento por parte dos responsáveis do Centro. As fotografias da representação ficam para próximas mensagens. Parabéns a todos!

Hoje há Teatro!



Mantendo uma tradição da idade do Centro de Instrução e Recreio Vilarmourense (75 anos), raras vezes interrompida, há Teatro em Vilar de Mouros por ocasião do Natal. É hoje, Domingo, pelas 15 h, que estreia uma comédia escrita pelo vilarmourense Avelino Porto em 1949 e agora encenada em 2010 por Fernando Borlido que dirige um grupo animado de jovens, e menos jovens, vilarmourenses. Bendita Queimadela!

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Bendita Queimadela em ensaios



Aproxima-se a data da estreia (Domingo, 26 de Dezembro, 15 h) e intensificam-se os ensaios da comédia de Avelino Porto Bendita Queimadela sob a orientação do encenador Fernando Borlido (na imagem, com Alberto Porto, Augusta Caldas e Amélia Barros), enquanto membros da Direcção do CIRV (aqui, Mário Ranhada e José Maria Barros) ultimam os cenários.

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Quem foi Avelino Porto?



Escrevemos na mensagem anterior que Bendita Queimadela, a peça em ensaios no Centro de Instrução e Recreio Vilarmourense com estreia marcada para o próximo dia 26 de Dezembro, pelas 15h, foi escrita pelo vilarmourense Avelino Porto em 1949 e representada pelo Grupo Dramático do CIRV nesse mesmo ano. Mas quem foi afinal Avelino Porto? É para responder a esta questão que deixamos a seguir uma breve resenha biográfica da sua vida elaborada pelo GEPPAV.

Avelino Porto (1881-1973)


Avelino José Porto nasceu no lugar da Fonte do Castanho (Marinhas, Vilar de Mouros) no dia 15 de Março de 1881. Era filho de David António Afonso do Porto, pintor da construção civil, e de Ana Joaquina do Monte, parteira. Foram seus padrinhos de baptismo o tio paterno José Maria Afonso do Porto, estucador, e a tia materna, Maria das Neves do Monte. Dois anos passados, em 10 de Outubro de 1883, nasceria na mesma casa o seu único irmão, José Luís Porto.
Ainda na infância, acompanhou a família na emigração para Lisboa onde o pai se estabeleceu como mestre de obras, completando nas escolas da capital o ensino primário, sendo menos certa a frequência de estudos secundários, mesmo se não é impossível que tenha passado pela Escola Industrial Marquês de Pombal, onde foi aluno laureado o irmão José Luís, que viria a ser artista e arquitecto de renome depois de estudos superiores na Suíça como pensionista do Estado.
Como primogénito, terá cabido a Avelino a mais dura tarefa de se juntar ao pai e ao tio nas muitas obras que nesse início do século XX faziam de Lisboa um imenso estaleiro de novas avenidas, altivos prédios de rendimento e mais modestos bairros sociais. Seguindo a profissão paterna, enveredou pela carreira de pintor mas, de mãos habilidosas, depressa se distinguiu na difícil arte de fingidor, imitando no vulgar estuque, artísticos veios de valiosos mármores e outras pedras e madeiras nobres. 
Viviam-se os últimos anos de uma decadente Monarquia, sorriu-lhe a sorte na pessoa de Hedeviges da Conceição Rodrigues (terá nascido em 1881 na freguesia dos Anjos da cidade de Lisboa), menina de boas famílias e fazenda a condizer, com quem se casou por amor e fortuna, feliz união da qual brotaria em 1909 o único filho Mário, também ele futuro arquitecto para não desmerecer a veia artística da família. 
Com moradia garantida lá para as bandas de Rio Seco, na fina Belém, e rendimentos bastantes para não precisar de manter continuamente as mãos no gesso e na cal, Avelino Porto pôde então multiplicar as visitas à bela e romântica Sintra, de que tanto gostava, porventura mercê da admiração que sentia pela obra de Camilo Castelo Branco e da paixão que nutria pela arte fotográfica e até pela ópera, cujas mais famosas árias sabia de cor, como recordam aqueles que melhor o conheceram.
A acrescida disponibilidade na época das festas, quando os muitos emigrados em Lisboa regressavam por momentos à amada terra natal, permitiu-lhe prestar relevantes serviços ao recém-criado Centro de Instrução e Recreio Vilarmourense, do qual foi um dos primeiros associados. Fundado em Novembro de 1935 e dispondo desde Março do ano seguinte de uma sede própria no antigo lagar do azeite, ali à Batalha, o Centro aproveitava o facto de dispor de uma boa sala de espectáculos e dava início à sua época áurea de operetas e variedades. Avelino Porto, alternando com o irmão José Luís, terá sido então responsável por alguns dos cenários das primeiras peças de teatro levadas à cena, como o atesta a decisão da direcção do Centro em o dispensar do pagamento de quotas por serviços prestados à colectividade.
Aproximava-se o final da década de 40, quando Avelino Porto, já sexagenário, regressou definitivamente a Vilar de Mouros, adquirindo para o efeito uma moradia na soalheira encosta de Marinhas, não muito distante da casa paterna, então ocupada pelo irmão, a viver o auge da sua carreira, e a sua vistosa esposa francesa Betsy. Avelino e Hedeviges, por sua vez, levavam uma vida social mais recatada que raramente os fazia ir até à ponte o que contudo não impediu o antigo fingidor de se estrear nas lides literárias, ele que na sua juventude tinha chegado a ser colaborador da imprensa local. 
Entre 1946 e 1949 Avelino Porto terá escrito três obras teatrais, primeiro a opereta Cenas Aldeãs em 1946, que desconhecemos se foi alguma vez levada à cena; em 1948 o drama Caras Pintadas, que foi representado pelo grupo cénico do CIRV no Natal desse ano e repetido noutras actuações até Fevereiro do ano seguinte, com os cenários também da sua responsabilidade. Satisfeito com a boa recepção, escreveu em 1949 a comédia Bendita Queimadela que terá sido levada à cena nesse mesmo ano, assim completando a breve e, que se saiba, única incursão dramatúrgica por autores vilarmourenses até à data. 
Avelino Porto ainda viveria por mais quase duas décadas na sua casa de Marinhas, certamente mais triste a partir de 25 de Fevereiro de 1960 quando enviuvou da sua Hedeviges, restando-lhe os passeios até Caminha onde gostava de cavaquear à porta do Café-Bar com o amigo Júlio Baptista, emérito poeta, também ele no ocaso da vida, com quem trocava epístolas e amargurados sonetos evocando perdidas juventudes. Perto do final, de saúde frágil e limitado fisicamente, foi acolhido no Lar do Bom Jesus dos Mareantes em Caminha, onde viria a falecer no dia 16 de Janeiro de 1973, encerrando aos noventa e um anos de idade uma longa e preenchida existência, plena de fantasia e Arte.

domingo, 10 de outubro de 2010

Teatro do Natal em marcha



O tradicional espectáculo teatral do CIRV na época do Natal vai ser este ano diferente. Em plena comemoração dos 75 anos da mais importante colectividade da freguesia, um renovado grupo dramático sob a orientação do encenador Fernando Borlido, está a preparar a representação da comédia Bendita Queimadela, escrita em 1949 pelo vilarmourense Avelino Porto (1881-1973). Juntamente com o drama Caras Pintadas (1948), do mesmo autor, é um exemplo único da dramaturgia local que o GEPPAV foi desenterrar do pó dos armários e propôs repor em cena com o apoio firme da direcção do CIRV. Aqui iremos dando notícias dos ensaios e da biografia de Avelino Porto, irmão do destacado arquitecto vilarmourense José Porto.

domingo, 3 de outubro de 2010

Visita ao Museu do Ferro em Moncorvo



Associando o contacto com bons exemplos de preservação do património e o conhecimento da gastronomia regional, o GEPPAV deslocou-se neste sábado a Torre de Moncorvo, onde teve oportunidade de visitar o Museu do Ferro e da Região de Moncorvo e de provar as iguarias servidas no restaurante O Lagar. Magnificamente recebidos pelo Dr.Nélson Rebanda, impulsionador e responsável pelo museu, grande conhecedor da história local e regional, houve oportunidade de perceber que vale a pena investir na preservação da memória das gentes e na história dos territórios, único factor diferenciador no devir global e cada vez mais igual. Prova-o bem a aposta da autarquia de Moncorvo neste espaço museológico que, entre outros importantes vestígios da cultura material passada, expõe o valioso espólio da empresa Ferrominas que explorou o mínério local até aos anos 80 do século XX. Sempre guiados pela mão conhecedora do Dr.Nélson Rebanda, o GEPPAV percorreu ainda as ruas desta bonita vila transmontana, conhecendo outros locais patrimoniais como a bem cuidada Oficina Vinária ou a antiga Casa da Roda dos Expostos, hoje o Posto de Turismo. Esplêndidos exemplos que, apesar da nossa praia e mar, faríamos bem em seguir no concelho de Caminha antes que seja tarde de mais, a começar pela Oficina Fontes em Vilar de Mouros, espaço único ligado à arte dos metais desde, pelo menos, o século XVIII.

domingo, 4 de julho de 2010

Picasso em Ferro



Picasso em Ferro é o sugestivo título da exposição de Plácido Souto, membro do GEPPAV, inaugurada em 3 de Julho no Museu Municipal de Caminha. Depois de um primeiro grupo de obras ter percorrido o Alto-Minho nos últimos dois anos, chegou a vez de Caminha poder admirar mais uma série de trabalhos em ferro deste artista auto-didacta e tardio que decidiu prolongar na Arte uma vida inteira no duro ofício de ferreiro e serralheiro. A não perder até 26 de Setembro.

sábado, 26 de junho de 2010

Depoimento de Maria de Jesus Gomes "Milagreira", Junho 2010



Sempre à procura de novos dados sobre a história do CIRV, tivemos a sorte de encontrar Maria de Jesus Gomes, uma vilarmourense de 91 anos, hoje a viver em Lanhelas, que participou nas primeiras "comédias" encenadas em meados dos anos trinta. Com um espírito notável e uma memória fabulosa, Maria "Milagreira" — alcunha que adveio de uma cançoneta de opereta e ficou para sempre associada à sua família —, recordou os tempos difíceis da sua meninice e de uma vida dura de trabalho em Vilar de Mouros e, mais tarde, em França, mas também reviveu bons momentos passados no velho "Clube" entre os ensaios e as representações da "Bruxa" ou da "Flor do Mondego".

domingo, 6 de junho de 2010

Pesquisas no Governo Civil



Outro dos locais visitados pelos membros do GEPPAV em pesquisas sobre a freguesia é o Governo Civil de Viana do Castelo, onde se encontra o acervo documental deste organismo público, apesar de integrado no Arquivo Distrital. A recente deslocação à procura dos primitivos estatutos do CIRV, de 1935, foi contudo infrutífera. Por vezes assim sucede na investigação histórica mas não há que desanimar. Muita informação já foi entretanto recolhida (graças, também, à generosidade de muitos vilarmourenses) e não será por falta de conteúdos que deixará de se publicar ainda este ano o estudo sobre os 75 anos da associação mais representativa de Vilar de Mouros.

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Trabalho no Arquivo Distrital



Excepto para aqueles que acompanham mais de perto as nossas actividades, a maior parte do trabalho do GEPPAV não é visível de imediato, resultando apenas em trabalhos publicados anos depois de realizado. Um bom exemplo são as muitas horas passadas nos arquivos locais e regionais, pesquisando e digitalizando, através da fotografia, documentos referentes à freguesia de Vilar de Mouros. Um dos locais mais visitados é o Arquivo Distrital de Viana do Castelo onde somos sempre muito bem recebidos e melhor atendidos, como ainda no passado mês de Março aconteceu.

domingo, 4 de abril de 2010

Depoimentos de António Fiúza e José Pereira



Os mais recentes depoimentos sobre a história do CIRV foram os de António Fiúza e José Pereira, recolhidos na sala do GEPPAV no dia 27 de Março, incidindo particularmente sobre o Almoço dos Reis — de que António Fiúza é hoje o cozinheiro principal —e a actualidade da associação, já que ambos os entrevistados fazem parte da direcção em funções.

Depoimentos de Basílio Barrocas e Carlos Alves



Na sequência das entrevistas específicas sobre a história do CIRV, no dia 20 de Março foi a vez de recolher os depoimentos de Basílio Barrocas e Carlos Alves, desde muito jovens sócios e activistas da associação e membros dos seus órgãos directivos por diversas vezes.

Depoimentos de Serafim Vau e Joaquim Gomes



Neste ano em que se comemoram os 75 anos do CIRV, preparamos a edição do Álbum de Memórias do Centro de Instrução e Recreio Vilarmourense que contamos lançar em Novembro próximo. Com muito material já recolhido, estamos no presente a recolher depoimentos específicos sobre a história da associação mais representativa da freguesia de que o GEPPAV é parte integrante como secção autónoma. Nesse sentido, no passado dia 13 de Março recebemos na nossa sala Serafim Vau e Joaquim Gomes, dois dos históricos sócios e activistas do CIRV, que nos contaram as suas memórias relacionadas com o "Clube".

Maqueta de João Laerte em exposição, Março 2010



Passada a retrospectiva da acção do GEPPAV desde a sua fundação em Janeiro de 2004 até às vésperas do lançamento do estudo Dos caiadores aos estucadores e maquetistas vilarmourenses em Novembro de 2009 —momento em que abrimos este blogue — esta mensagem permite-nos retomar a actualidade recente, mesmo se com um acontecimento que decorre directamente da exposição com o mesmo nome.


No passado dia 25 de Março foi colocada em exposição permanente no átrio principal de entrada do Hospital de Santa Luzia, em Viana do Castelo, a grande maqueta em gesso do mesmo hospital modelada em 1970 pelo vilarmourense João Laerte e por ele recentemente restaurada. Na singela mas significativa cerimónia, estiveram presentes o próprio maquetista, Amaro Ferreira, vogal do Conselho de Administração do Centro Hospitalar do Alto-Minho e Carlos Calheiros, engenheiro responsável pelas instalações da mesma instituição, para além de representantes do GEPPAV e de Basílio Barrocas, Presidente da Assembleia Geral do CIRV. A maqueta, realizada à escala 1:200 por João Laerte a partir do ante-projecto do arquitecto Raul Chorão Ramalho (1914-2002), estava depositada em mau de estado de conservação numa arrecadação do Hospital até que em Outubro passado, no âmbito da preparação da exposição Dos Caiadores aos Estucadores e Maquetistas Vilarmourenses, regressou a Vilar de Mouros para ser restaurada pelo mesmo artista que a tinha modelado quarenta anos atrás. Inaugurado em 1983, o Hospital de Santa Luzia foi entretanto alvo de alterações e acrescentos ao longo dos anos mas manteve a traça da boa arquitectura moderna que justifica que o imóvel se encontre actualmente em vias de  classificação patrimonial. 

sábado, 3 de abril de 2010

Quinto aniversário do GEPPAV, Janeiro 2009



O quinto aniversário do GEPPAV foi o pretexto para uma visita ao Porto onde no Museu Nacional Soares dos Reis estava então patente uma importante exposição de estuques artísticos da extinta Oficina Baganha. Como seria previsível, à visita cultural seguiu-se a inevitável pesquisa gastronómica.
Ainda antes do final do ano de 2009, como resultado de todo este labor de pesquisa, sairia o segundo número dos Cadernos do Património Vilarmourense intitulado Dos Caiadores aos Estucadores e Maquetistas Vilarmourenses (ver primeiras mensagens deste blogue). 

Apresentação do caderno dos "Ferreiros..." em Vila Praia de Âncora, Julho 2008



Um pouco diferido no tempo mas adequado ao evento, a abertura da Feira do Livro de Vila Praia de Âncora, em Julho de 2008, o GEPPAV foi convidado pela organização deste acontecimento cultural a apresentar publicamente o Ferreiros e Serralheiros de Vilar de Mouros.

Almoço proveitoso em Vila Praia de Âncora, Julho 2008



Juntando o útil ao agradável, o almoço GEPPAV do Verão 2008 realizou-se em Vila Praia de Âncora, combinando as delícias do paladar com preciosos depoimentos, por vezes bem apimentados como convinha, do maquetista ancorense Álvaro Meira e do historiador de Afife, pátria maior dos estucadores alto-minhotos, António França Amaral.

Visita ao Palácio da Brejoeira, Maio 2008



Sempre no rasto das origens mais remotas da arte do estuque vilarmourense, o GEPPAV foi em Maio de 2008 visitar o magnífico Palácio da Brejoeira, em Monção, onde terão trabalhado os irmãos Pereira em meados do século XIX. 

Depoimento de João Giestal, Abril 2008



O derradeiro grande depoimento de estucadores e maquetistas foi o de João Giestal, recolhido em Abril de 2008, como todos os outros depois publicado em anexo ao caderno dedicado ao ofício do gesso e da cal.

Depoimento de José Barreiros, Abril 2008



Na sequência das entrevistas a estucadores e maquetistas vilarmourenses, em Abril de 2008 fomos recolher o depoimento de José Barreiros, até ainda há pouco em actividade no restauro de estuques depois de muitos anos em Angola com o irmão Gil Barreiros, entretanto falecido.

Depoimento de Alberto Constantino, Março 2008



Editado o primeiro Caderno do Património Vilarmourense, grande parte do trabalho do GEPPAV passou a estar centrado no segundo número dedicado aos estucadores e maquetistas vilarmourenses cuja mestria até tempos recentes era conhecida, o mesmo não se podendo dizer de épocas mais recuadas, apesar da existência de estuques artísticos de qualidade na freguesia ser um bom indício. Com alguns depoimentos já recolhidos (Joaquim "Passarinho", João Azevedo, João Laerte, João Violante), era preciso recolher outros testemunhos. Foi esse o objectivo que nos levou por mais de uma vez a Cerdal (Valença), a casa de Alberto Constantino, um dos mais destacados maquetistas oriundos de Vilar de Mouros que trabalhou durante muito tempo na Bélgica, a princípio lado a lado com o irmão Valdemar.

Lançamento de "Ferreiros e Serralheiros de Vilar de Mouros", Março 2008





Culminando um longo trabalho de pesquisa documental, revisão de literatura e recolha de entrevistas — e beneficiando do apoio da Câmara Municipal de Caminha, Junta de Freguesia de Vilar de Mouros e, a posteriori, Governo Civil de Viana do Castelo — o GEPPAV logrou enfim publicar em Março de 2008 o primeiro número dos Cadernos do Património Vilarmourense intitulado Ferreiros e Serralheiros de Vilar de Mouros, cujo elogiado grafismo ficou a cargo de Carlos da Torre. Aproveitando a manhã do tradicional Almoço de Reis, a Oficina Fontes foi o local escolhido para um concorrido evento que deu a conhecer aos presentes e aos que tiveram depois acesso ao trabalho (hoje, praticamente esgotado), a grande história dos ferreiros da freguesia desde finais do século XVIII, finalmente documentada e impressa para a posteridade no preciso momento em que chegam ao fim as grandes oficinas da freguesia. A preservação da Oficina Fontes — idealmente em conjunto com a da Oficina Torres —, cujo riquíssimo espólio industrial corre o sério risco de se perder, torna-se assim uma das mais urgentes tarefas do GEPPAV, haja para isso vontade e iniciativa por parte das entidades municipais responsáveis.

Quarto aniversário do GEPPAV, Janeiro 2008



Nas vésperas da publicação do primeiro número dos Cadernos do Património Vilarmourense dedicado aos ferreiros, o GEPPAV foi comemorar o seu quarto aniversário a Ribadavia, uma bonita localidade galega que também tem no ofício dos metais uma das suas mais valias patrimoniais. Necessariamente, à visita histórica sucedeu-se mais uma pesquisa pormenorizada das indispensáveis tapas

Defesa do património de Vilar de Mouros em comunicado, Outubro 2007



Somando-se diversas situações de desrespeito pelo património da freguesia, o GEPPAV emitiu em Outubro de 2007 um comunicado público denunciando os continuados efeitos das obras das Águas de Minho e Lima na zona das Azenhas e Calçada das Telheiras, a falta de limpeza do rio Coura, bem como o precário estado de conservação da ponte medieval de Vilar de Mouros à data (na imagem, uma fotografia de Setembro de 2007): Comunicado GEPPAV de Outubro de 2007

Depoimento de Maria Rosa Guerreiro, Setembro 2007



Outro interessante depoimento sobre aspectos diversificados da vida da freguesia ao longo do século XX — como outros, arquivado para posterior utilização e publicação — foi recolhido em Setembro de 2007 em casa da D.Maria Rosa Guerreiro, afilhada de um dos mais controversos políticos concelhios da época republicana, o Padre António Carmo Pereira.  

Visita a Cossourado e Paredes de Coura, Julho 2007



Cumprindo o bom hábito de uma visita histórica no mês que antecede a interrupção de Agosto, o GEPPAV foi em Julho de 2007 visitar o povoado fortificado de Cossourado, no concelho de Paredes de Coura, outro exemplo de preservação patrimonial que faz invejar os que não têm a mesma sorte na sua terra. Desta vez fomos acompanhados pelo nosso amigo Prof. António França Amaral que, a instâncias do GEPPAV e com a pronta colaboração da Junta de Freguesia, tinha por essa altura realizado a transcrição paleográfica do Tombo das propriedades, casa e casais da igreja de Santa Eulália de Vilar de Mouros - Séc. XVI. Um dia bem passado a que não podia faltar mais uma pesquisa gastronómica, desta vez recaindo na conhecida Miquelina, na sede do feliz concelho vizinho. 

Depoimento de Felicidade Castro, Abril 2007



Ainda com o objectivo de recolher informações sobre a exploração do volfrâmio, no mesmo mês de Abril de 2007 acompanhámos a Drª Raquel Alves a casa da D.Felicidade Castro, conhecida por "Dades", entretanto falecida e a cuja memória prestamos homenagem. Este e outros depoimentos sobre a "febre do volfrâmio" que assolou Vilar de Mouros, como outras freguesias por todo o país, em meados do século XX, viriam a contribuir decisivamente para o sucesso da tese de mestrado defendida na Universidade do Minho por esta investigadora — Modelos de Equilíbrio Património/Potencialidade na Valorização de Depósitos Minerais Sub-Económicos-Aplicação ao Ordenamento do Território (Raquel Maria Cepeda Alves, 2007) — que, com as devidas adaptações contextuais e necessários apoios, esperamos ainda vir a publicar num próximo Caderno do Património Vilarmourense.

Depoimento de Adão Silva e Maria do Céu Palma, Março 2006-Abril 2007



Em plena preparação do trabalho sobre os ferreiros, o GEPPAV foi abordado por uma investigadora da área da geologia interessada na exploração do volfrâmio na freguesia na primeira metade do século XX. Foi pois com esse propósito específico que, em Abril de 2007, acompanhámos a Drª Raquel Alves a casa do Sr.Adão Silva e da D.Maria do Céu Palma para aí recolher o seu depoimento, um casal que o GEPPAV já tinha antes entrevistado, em Março de 2006, com propósitos mais gerais sobre vários aspectos da história vilarmourense.

Depoimento de Rosa Cavada, Fevereiro 2007



Concluindo os depoimentos específicos sobre os ferreiros da freguesia, o GEPPAV ouviu em Fevereiro de 2007 a D.Rosa dos Reis Cavada, filha de José Manuel Cavada (1897-1980), que amavelmente nos forneceu informações sobre o seu pai, disponibilizando ainda para digitalização um precioso caderno de apontamentos familiares.

Depoimento de Ângelo Torres, Fevereiro 2007



Retomando a série de entrevistas a ferreiros vilarmourenses ou que tenham trabalhado na freguesia, em Fevereiro de 2007 foi recolhido o depoimento de Ângelo Sousa Torres que nasceu no seio da dinastia Torres — a fotografia foi tirada à porta da oficina familiar — também ela oriunda, pelo menos, do século XVIII. Outra entrevista depois transcrita no primeiro número do Cadernos do Património Vilarmourense.

Terceiro aniversário do GEPPAV, Janeiro 2007



Interrompendo por momentos as entrevistas a antigos ferreiros mas não perdendo de vista o património da freguesia ligado ao trabalho dos metais, o GEPPAV foi comemorar o seu terceiro aniversário a Guimarães. Começada a jornada com uma visita à Sociedade Martins Sarmento — onde se encontra depositado um importante espólio arqueológico do concelho e da freguesia de Vilar de Mouros, como os proto-históricos machados de bronze por aqui encontrados desde finais do século XIX —, seguiu-se a habitual pesquisa gastronómica.

Depoimento de Eduardo Gomes, Setembro 2006



Na sequência de entrevistas sobre o ofício de ferreiro, seguiu-se o Sr. Eduardo Augusto Gomes que, apesar de não ser vilarmourense, veio muito jovem trabalhar para a Oficina Fontes. Um depoimento importante, depois transcrito no primeiro número dos Cadernos do Património Vilarmourense, mais um valioso testemunho salvaguardado que sobrevive ao seu autor, entretanto falecido, a cuja memória prestamos homenagem.

Depoimento de António Fontes "Totas", Setembro 2006



No regresso ao trabalho, em Setembro de 2006, o GEPPAV começou a centrar os seus esforços ha história dos ferreiros e serralheiros de Vilar de Mouros, um ofício tradicionalmente associado à freguesia mas de cujas origens pouco se sabia. Dando os primeiros passos na preparação do que viria a ser, mais de um ano depois, o primeiro número dos Cadernos do Património Vilarmourense, foi recolhido o depoimento de António José Gonçalves Fontes Rocha, por todos conhecido por "Totas" — entretanto falecido e que aqui recordamos com saudade —, o último ferreiro de uma dinastia familiar iniciada, no mínimo, duzentos anos antes, como se viria a apurar pela documentação.

Visita a Santa Tegra e A Guarda, Julho 2006



Antes de uma merecida interrupção das actividades em Agosto, o GEPPAV deslocou-se em Julho de 2006 ao castro — e museu — de Santa Tegra, fronteiros a Caminha, cujo estado de conservação (apesar de opções discutíveis) contrasta com o que acontece do lado de cá. Seguiu-se uma pesquisa gastronómica às tapas de A Guarda...

Percorrendo o Rego do Viso, Junho 2006



Entre as mais gratificantes jornadas do GEPPAV, contar-se-á sempre certamente a caminhada pelo Rego do Viso, um canal de pedra com cerca de dez quilómetros que outrora conduzia a água desde a Serra de Arga até ao alto da Gávea, em Vilar de Mouros, onde a força da gravidade a fazia cair encosta abaixo fazendo mover os Moinhos do Viso. Uma espantosa e grandiosa obra de engenharia edificada entre meados do séc. XVII e as primeiras décadas da centúria seguinte e que funcionou até aos anos trinta do século XX. Desde aí abandonado, o Rego do Viso encontra-se na actualidade em ruínas ou obstruído, restando o registo fotográfico efectuado em dois aventurosos e quentes fins-de-semana de Junho de 2006.

Defesa do património de Vilar de Mouros em visita, Maio 2006




Em mais uma etapa da defesa e preservação do património da freguesia, a visita do arqueólogo Cláudio Torres em Maio de 2006 foi aproveitada pelo GEPPAV para denunciar o mau estado de conservação de dois sítios patrimoniais da maior importância, a ponte medieval e a "calçada das telheiras", esta última semi-destruída pela passagem de veículos de apoio às eternas obras das Águas de Minho e Lima (na imagem).

Fontes e Fontanários de Vilar de Mouros, Abril 2006



Culminando um trabalho começado um ano antes, inventariando, fotografando e até limpando, quando foi preciso, as fontes e fontanários da freguesia — na imagem, a Fonte da Aveleira —, em Abril de 2006 o GEPPAV entregou à Junta e Assembleia de Freguesia de Vilar de Mouros um dossiê completo sobre o assunto. Como objectivos, visava-se (1) a preservação destes elementos constituintes do património natural e arquitectónico, numa época de rápida desintegração da cultura material e da memória histórica da ruralidade que durante séculos constituiu o carácter da freguesia e dos seus habitantes; (2) a recuperação da sua função primordial, a de um abastecimento universal de água de qualidade, num momento em que a escassez, o alto preço e, por vezes, até a fraca qualidade da água canalizada, volta a tornar pertinente o aproveitamento das muitas e ricas nascentes de boa água que a natureza nos pôs à disposição, salvaguardando obviamente o indispensável controlo higiénico-sanitário.

Digitalização das Actas da Junta de Freguesia, Abril 2006



Uma das tarefas mais importantes do GEPPAV é digitalizar documentos do passado, quantas vezes em mau estado de conservação, que desse modo ficam preservados e arquivados. Em troca da cedência para esse trabalho, as pessoas ou entidades proprietárias da documentação, recebem uma cópia digital da mesma. Foi o que aconteceu com as Actas da Junta de Freguesia de Vilar de Mouros, uma actividade que decorreu sobretudo em Abril de 2006.

Depoimento de Joaquim Barros, Fevereiro 2006




Uma das mais interessantes entrevistas do GEPPAV foi realizada em Fevereiro de 2006 ao Sr. Joaquim Barros — Joaquim "Padeiro" — que entretanto faleceu e a cuja memória prestamos homenagem. Não se perdeu assim o testemunho de vida deste lanhelense que veio ainda jovem abrir uma padaria em Vilar de Mouros, aqui criando uma numerosa família e nunca baixando a cabeça perante os poderes instituídos mesmo antes do 25 de Abril.

Depoimento de Mário Pontes, Janeiro 2006




Um depoimento recolhido mas ainda não publicado é o do Sr. Mário Pontes, antigo encadernador, que recebeu amavelmente o GEPPAV em sua casa no final de Janeiro de 2006.

Depoimento de João Violante, Janeiro 2006




Outro importante depoimento mais tarde transcrito, em parte, no caderno "Dos Caiadores aos Estucadores e Maquetistas Vilarmourenses", foi o do Sr.João Sebastião Gonçalves "Violante", recolhido em sua casa em Janeiro de 2006.

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Segundo aniversário do GEPPAV, Janeiro 2006



Em Janeiro de 2006 tinham apenas passado dois anos desde a fundação mas, apesar de pouco se ter ainda visto publicamente, muito trabalho se havia realizado, reunindo semanalmente aos sábados de manhã e trabalhando sempre que a disponibilidade de tempo o permitia. Foi pois merecido o almoço de comemoração no Porto, depois de uma frustrada visita à Biblioteca Pública Municipal já que a sala de leitura geral estava então sempre fechada aos sábados. O GEPPAV pediu então o Livro de Reclamações e quem sabe se essa acção de justo protesto não acabaria por contribuir para a efectiva mudança de horários que pouco depois se operou naquela instituição, passando a também abrir essa sala aos sábados!