O Verão ainda não chegou mas, passado o trabalhoso período que rodeou a edição e apresentação do Álbum de Memórias do CIRV, o GEPPAV já merecia um dia de descanso, com História e Gastronomia à mistura como é hábito. No passado sábado, 4 de Junho, com a companhia do Basílio Barrocas — por direito próprio, um membro honorário do grupo — não foi preciso ir muito longe para usufruir de três proveitosas lições sobre o nosso passado, mais longínquo e mais recente. Começámos por este último, com uma visita ao Colégio Jesuíta de Pasaxe, em Camposancos, mesmo em frente a Caminha. Guiados por um seu antigo aluno, o Sr. João, foi-nos possível constatar o estado extremo de abandono e degradação a que chegou este imenso edifício que serviu como estabelecimento de ensino mas também, durante a Guerra Civil de Espanha (1936-1939), como campo de concentração para presos republicanos.
Recuando muito no tempo, seguimos depois para o Mosteiro de Oia, na estrada da Guarda a Baiona, um cenóbio cisterciense do século XII com uma longa história que tem ainda uma relação com Vilar de Mouros, mercê da louça de uso comum que daqui ia para a Galiza pelos finais do século XIX.
Finalmente, depois de umas saborosas tapas e de um vinho do Ribeiro em amena esplanada da Praia América, atravessámos de volta a Ponte da Amizade para, na beira-rio de Lanhelas, assistirmos a uma divertida recriação do célebre episódio de 23 de Abril de 1644, em plena Guerra da Restauração, em que os bravos moradores da freguesia vizinha, com a ajuda de muitos vilarmourenses, como está documentalmente comprovado, repeliram uma investida de soldados galegos. Enfim, um dia bem passado antes do regresso ao trabalho.

Muito obrigado pela extrema simpatia em terem-me convidado e considerado como membro honorário do GEPPAV, "por direito próprio"! Nada fiz que mereça tal distinção e só tenho que vos felicitar pelo excelente trabalho que o grupo vem fazendo, em prol da cultura e da preservação do valiosíssimo património histórico vilarmourense! Bem hajam.
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